Implantes curtos: por que são uma alternativa interessante?
A evolução da implantodontia tem proporcionado diversas alternativas para atender às necessidades específicas dos pacientes, principalmente aqueles com limitações anatômicas. Entre essas opções, os implantes curtos ganharam destaque por sua capacidade de oferecer soluções eficazes em situações onde a altura óssea disponível é limitada.
Com uma altura reduzida em comparação aos modelos convencionais, os implantes curtos se apresentam no mercado como uma solução mais prática e menos invasiva. É uma alternativa inovadora que reduz a necessidade de procedimentos auxiliares ao tratamento.
Conheça as vantagens, indicações clínicas e outras considerações técnicas relacionadas ao uso de implantes curtos. Entenda, também, por que essa abordagem pode ser uma alternativa interessante na prática odontológica. Continue a leitura e saiba mais!
Quais as vantagens dos implantes curtos?
A implantodontia conta com soluções cada vez mais versáteis, adaptadas às diferentes condições anatômicas dos pacientes. Entre as inovações mais relevantes estão os implantes curtos, que surgiram como uma alternativa eficaz em situações onde a altura óssea é limitada.
Esses implantes, caracterizados por uma menor dimensão vertical, oferecem vantagens que podem simplificar o tratamento e melhorar a experiência do paciente. Neste contexto, entender as principais técnicas é fundamental para os profissionais que buscam alternativas menos invasivas e mais adaptáveis às práticas clínicas. Conheça algumas delas:
Instalação em áreas edêntulas
A principal vantagem dos implantes curtos em comparação aos convencionais é a capacidade de serem instalados em áreas edêntulas com significativa reabsorção óssea vertical. Evitam, assim, o risco de penetração na cavidade sinusal ou de causar lesão ao nervo dentário devido à proximidade.
Facilidade de inserção
Uma das principais vantagens dos implantes curtos é a facilidade de inserção, especialmente em áreas onde a altura óssea é limitada. Devido ao tamanho reduzido, esses implantes exigem menor remoção de osso durante a cirurgia, o que pode simplificar o procedimento.
A menor altura do implante também permite uma maior flexibilidade na escolha da posição e do ângulo de inserção. Reduz, assim, o risco de perfuração de estruturas anatômicas críticas, como o seio maxilar ou o canal mandibular.
Preservação óssea
Os implantes curtos desempenham um papel importante na preservação óssea, especialmente em casos de atrofia maxilar ou mandibular.
Em situações onde a altura óssea é insuficiente para a colocação de um implante convencional, os modelos mais curtos podem ser utilizados sem a necessidade de enxertos ósseos. Isso evita procedimentos adicionais, que aumentam o tempo de tratamento e o custo para o paciente.
A preservação do osso alveolar ao redor do implante também é favorecida. A menor altura reduz o estresse biomecânico das estruturas ósseas, contribuindo para a manutenção a longo prazo da integridade do osso ao redor do implante.
Quais as indicações clínicas?
Estes modelos são especialmente indicados em diversas situações clínicas, onde as condições anatômicas limitam o uso de implantes convencionais. As características únicas permitem a aplicação em casos que seriam desafiadores para outras técnicas de implante, tornando-os uma solução viável e segura em diversas circunstâncias.
Implantes curtos são ideais para pacientes que apresentam atrofia óssea significativa, especialmente na região posterior da mandíbula e maxila, onde a altura óssea pode ser insuficiente para suportar um implante convencional.
São particularmente úteis, também, em situações onde a proximidade de estruturas anatômicas críticas, como o canal mandibular ou o seio maxilar, impede a colocação de implantes mais longos sem o risco de complicações.
Além disso, pacientes que possuem contraindicações para procedimentos de enxerto ósseo devido a condições sistêmicas, idade avançada, ou aversão a cirurgias invasivas, podem se beneficiar dos implantes curtos, pois estes oferecem uma alternativa menos invasiva, reduzindo o tempo de tratamento
Implante curto versus implante convencional
A decisão entre utilizar um implante curto ou um convencional deve ser guiada pelas condições anatômicas do paciente e pelos objetivos do tratamento. Em casos onde há altura óssea suficiente e a carga mastigatória é intensa, os implantes convencionais podem proporcionar maior estabilidade e durabilidade.
No entanto, em situações onde a altura óssea é limitada e a preservação do osso existente é prioritária, os implantes curtos oferecem vantagens claras. Eles evitam a necessidade de procedimentos auxiliares, como enxertos ósseos, reduzindo o tempo de tratamento e o risco de complicações.
Essas características fazem dos implantes curtos uma solução clínica bastante versátil, adaptável a uma variedade de cenários onde maior eficiência e menores riscos são essenciais para o sucesso do tratamento.
O implante curto Neodent® Helix Short é uma excelente opção disponível no mercado. Indicado para todos os tipos de ossos, é uma alternativa para extremo livre posterior inferior em situações de pouca altura óssea. A peça conta com um colar transmucoso pensado para o sucesso peri-implantar a longo prazo para melhores resultados biológicos.
Considerações técnicas ao utilizar implantes curtos
O sucesso dos implantes curtos depende de uma abordagem cuidadosa e de um planejamento técnico. Embora esses modelos ofereçam vantagens, a utilização deles pede uma compreensão aprofundada das especificidades envolvidas, que vão desde a fase de planejamento até a execução cirúrgica.
A seguir, são discutidas algumas das principais considerações técnicas que devem ser levadas em conta:
Planejamento pré-operatório
Um planejamento pré-operatório detalhado é essencial para o sucesso dos implantes curtos. Exames radiográficos de alta resolução, como tomografias computadorizadas (CBCT), são fundamentais para avaliar a quantidade e a qualidade do osso disponível, além de mapear a proximidade de estruturas anatômicas críticas, como o seio maxilar e o canal mandibular.
Com base nesses dados, é preciso escolher o tamanho e o tipo de implante que melhor se adapta às condições do paciente. Utilizar guias cirúrgicos pode aumentar a precisão na inserção do implante, o que ajuda a garantir que ele seja posicionado corretamente para suportar as forças mastigatórias.
Possíveis dificuldades
Apesar das vantagens, são modelos com desafios específicos, que devem ser abordados com as técnicas adequadas. Um dos principais é obter a estabilidade primária, onde a tendência é ser menor em implantes curtos, especialmente em osso de baixa densidade.
Para reduzir esse risco, é recomendável considerar usar implantes com design que maximize a estabilidade inicial, como roscas mais agressivas ou superfícies tratadas para promover a osseointegração. O implante Neodent Helix short traz o corpo helix pensando em aumentar a estabilidade primária além de um kit com o controle intuitivo de fresagem, o que traz maior previsibilidade em casos cirúrgicos desafiadores.
Outro aspecto crítico é a distribuição da carga oclusal. Devido à menor altura do implante, é importante que o paciente apresente uma oclusão fisiológica equilibrada.
Em resumo, os implantes curtos representam uma alternativa viável e eficaz para o tratamento de pacientes com limitações ósseas. Oferece vantagens como facilidade de inserção, preservação óssea e menor tempo de recuperação quando comparado a tratamentos que necessitem de enxertos ósseos.
Apesar dos desafios técnicos associados, adotar um planejamento cuidadoso e práticas cirúrgicas adequadas ajudam a potencializar o sucesso desses implantes. Em muitos casos, se tornam a solução menos invasiva e mais acessível, ampliando as possibilidades de tratamento.
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