Reabilitação em pacientes com reabsorção óssea: como vencer os desafios clínicos?
A reabilitação em pacientes com reabsorção óssea é um dos grandes desafios para os implantodontistas. A perda óssea, seja ela decorrente de processos infecciosos, traumas ou condições sistêmicas, compromete a estabilidade primária do implante e exige estratégias específicas para garantir o sucesso do tratamento.
A perda óssea, seja ela alveolar ou basal, afeta o volume e a qualidade do tecido disponível para a instalação dos implantes. Exerce influência, também, na previsibilidade dos resultados estéticos e funcionais.
Diante desse cenário, a abordagem desses casos exige planejamento minucioso, seleção criteriosa de técnicas cirúrgicas e protéticas, além de biomateriais e tecnologias de ponta que favoreçam a regeneração e a estabilidade a longo prazo.
Por esses e outros motivos, a reabilitação em pacientes com reabsorção óssea representa uma das situações clínicas mais complexas da implantodontia. Superar essas barreiras é fundamental para restaurar a função mastigatória, melhorar a estética facial e promover uma verdadeira reabilitação da qualidade de vida.
Neste artigo, conheça as principais estratégias para o sucesso desse tipo de reabilitação. Confira técnicas, materiais e práticas clínicas que podem transformar casos desafiadores em resultados altamente satisfatórios.
Entendendo a perda óssea após a extração dentária
A reabsorção óssea pós-extração é um processo biológico inevitável, mas que pode ser minimizado com intervenções adequadas. Após a perda de um dente, o osso alveolar — cuja função primária é suportar o elemento dentário — deixa de receber estímulo funcional, iniciando um processo de remodelação que resulta em perda de volume ósseo tanto na dimensão horizontal quanto na vertical.
Os primeiros seis meses após a extração são críticos. A dimensão vertical também sofre impacto, especialmente na região vestibular, afetando diretamente a estética do sorriso, principalmente na zona anterior da maxila.
Vários fatores influenciam esse processo:
Biotipo gengival fino: está associado a maior risco de colapso tecidual e reabsorção vestibular acentuada;
Presença de infecção ou doença periodontal prévia: acelera a destruição óssea antes mesmo da exodontia;
Tipo de extração: extrações traumáticas, com lesão do osso alveolar, tendem a provocar maior reabsorção;
Tempo decorrido entre a extração e a reabilitação: longos períodos de edentulismo favorecem a atrofia óssea progressiva;
Fatores sistêmicos, como diabetes mellitus, osteoporose e tabagismo, interferem negativamente no metabolismo ósseo.
Essa reabsorção impacta no posicionamento e a estabilidade dos implantes, exigindo, em muitos casos, o uso de técnicas complementares de aumento ósseo.
A compreensão aprofundada desses mecanismos permite que o cirurgião-dentista adote medidas preventivas desde a fase de exodontia, como a preservação alveolar com biomateriais, o que evita a perda óssea acentuada e facilita a instalação de implantes em uma fase posterior.
Diagnóstico precoce e planejamento digital: os pilares do sucesso
O mapeamento preciso do volume ósseo disponível evita surpresas no transoperatório, por isso se faz necessário a solicitação de uma tomografia computadorizada. O uso de um scanner intraoral, como o SIRIOS™, associado a softwares de planejamento digital permite uma avaliação tridimensional detalhada da área a ser reabilitada.
Com isso, é possível identificar áreas críticas, definir a necessidade de enxertos, e selecionar o tipo, o diâmetro e o comprimento ideal dos implantes.
O diagnóstico precoce também permite indicar, com mais segurança, alternativas menos invasivas. Isso evita a realização de procedimentos complexos em pacientes com limitações sistêmicas ou estéticas.
Superando as limitações ósseas com soluções inovadoras
A presença de reabsorção óssea significativa, especialmente após extrações dentárias ou longos períodos de edentulismo, impõe desafios. No entanto, avanços na implantodontia e a disponibilidade de soluções especializadas permitem contornar essas limitações com previsibilidade clínica e segurança.
Enxertia óssea e regeneração guiada
Quando há necessidade de reconstrução do rebordo alveolar, o uso de biomateriais é essencial. Nessa abordagem, o cerabone®, biomaterial de origem bovina 100% natural, destaca-se pela sua alta biocompatibilidade e capacidade osteocondutora.
Graças à sua estrutura semelhante ao osso humano e à sua baixa taxa de reabsorção, o cerabone® proporciona estabilidade volumétrica a longo prazo, criando um arcabouço ideal para a formação de novo tecido ósseo.
Associado ao cerabone®, o uso de membranas para regeneração óssea é altamente indicado. As membranas contribuem para a estabilização, a exclusão celular e a manutenção do espaço, otimizando a neoformação óssea em zonas críticas.
Implantes de comprimento reduzido
Em muitos casos, é possível evitar procedimentos mais complexos de enxertia com o uso de implantes de comprimento reduzidos, que se adaptam a rebordos atróficos.
A Neodent disponibiliza implantes da linha Helix Short ® e Grand Morse® com comprimentos reduzidos, ideais para situações de baixa disponibilidade óssea, especialmente em regiões posteriores da maxila e mandíbula.
Esses implantes apresentam um desenho de roscas progressivas que favorecem a estabilidade primária, mesmo em osso de baixa densidade. Podem ser instalados com técnicas minimamente invasivas, o que reduz o tempo cirúrgico e o desconforto pós-operatório do paciente.
A linha do Helix Short oferece um implante com colar transmucoso, aplicando o conceito tissue-level para melhores resultados biológicos. Uma solução menos invasiva e com resultados mais rápidos, devido ao seu controle intuitivo da profundidade de fresagem.
Implantes Zygoma-S®: uma alternativa para casos extremos
Em situações de atrofia maxilar severa, onde há ausência quase total de estrutura óssea, o implante Zygoma-S representa uma alternativa altamente eficaz.
Com ancoragem na região zigomática, esse tipo de implante elimina a necessidade de enxertos complexos e permite a reabilitação imediata com próteses fixas, encurtando significativamente o tempo de tratamento e melhorando a qualidade de vida do paciente.
Além disso, o Zygoma-S possui interface com o sistema Grand Morse®, promovendo precisão, versatilidade protética e confiabilidade a longo prazo.
Integração com o planejamento digital
Todas essas soluções tornam-se ainda mais eficazes quando associadas a um planejamento digital criterioso. A utilização de tomografias, escaneamentos intraorais e softwares especializados permite avaliar com precisão o volume ósseo disponível e simular a instalação dos implantes com base nas características anatômicas do paciente.
Resultados estéticos e funcionais superiores
A reabilitação oral em pacientes com reabsorção óssea exige soluções cirúrgicas avançadas, mas também um olhar atento para a estética e funcionalidade da prótese final. O sucesso de um tratamento com implantes dentários envolve proporcionar ao paciente uma restauração harmônica, confortável e com desempenho mastigatório semelhante ao dos dentes naturais.
Preservando e moldando tecidos
Um dos grandes desafios em áreas com perda óssea é manter ou reconstruir o contorno ideal da crista alveolar e dos tecidos moles, especialmente na região anterior da maxila, onde a demanda estética é maior.
A abordagem cirúrgica precisa considerar a manipulação cuidadosa do tecido peri-implantar, o uso de biomateriais e, quando indicado, técnicas de regeneração óssea guiada que permitam suporte adequado para o tecido gengival.
Além disso, os implantes da linha Grand Morse® foram desenvolvidos para otimizar a transição entre os componentes protéticos e os tecidos moles, favorecendo o desenvolvimento de um perfil de emergência natural e estável. Isso contribui para a possível obtenção de papilas, volume gengival adequado e uma linha de sorriso estética.
Função mastigatória restabelecida com previsibilidade
Implantes com geometrias inovadoras e roscas progressivas, como os da linha Helix®, garantem alta estabilidade primária, fator determinante para reabilitações imediatas, mesmo em osso de baixa densidade.
Com isso, é possível antecipar a instalação de próteses temporárias fixas, restabelecendo a função mastigatória de forma precoce — algo que impacta significativamente a qualidade de vida do paciente durante o tratamento.
E, como apontamos anteriormente, em casos mais severos de atrofia, o uso de implantes Zygoma-S® possibilita a reabilitação sem enxertos e permite a instalação de próteses fixas em curto prazo. O resultado é uma função reabilitada com estabilidade biomecânica e conforto oclusal adequado, mesmo em quadros extremos de perda óssea.
Integração protética precisa para longevidade clínica
O sucesso funcional e estético também está diretamente relacionado à conexão protética. O sistema Grand Morse® oferece uma plataforma protética robusta, com vedação precisa e alta resistência à fadiga, proporcionando longevidade clínica às reabilitações.
Esse fator é crucial para evitar complicações nas próteses, garantir uma oclusão estável e preservar o tecido ósseo ao redor dos implantes ao longo do tempo.
Como vimos, a reabilitação pós-implante em pacientes com reabsorção óssea exige conhecimento técnico, planejamento cuidadoso e a escolha de materiais adequados para cada caso.Por isso, invista em conhecimento, tecnologia e alternativas personalizadas para transformar desafios em resultados de excelência.
Na Neodent, acreditamos que a inovação deve caminhar lado a lado com a prática clínica. Nossas soluções são desenvolvidas para oferecer mais confiança aos profissionais e melhor qualidade de vida aos pacientes.
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